Controle Eletrônico de Estabilidade
Para o mecânico Tecnologia

O que é o Controle Eletrônico de Estabilidade e como funciona na prática?

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Assim como os cintos de segurança e os freios ABS foram um dia, o Controle Eletrônico de Estabilidade é considerado uma das inovações mais relevantes da indústria automobilística nas últimas décadas. O sistema pode até parecer um pouco complicado no início, mas os benefícios que ele proporciona são enormes.

Neste post, vamos dar alguns exemplos de veículos da frota nacional que contam com esse equipamento, por que os carros precisam dele, do que é composto, como funciona na prática e muito mais. Acompanhe!

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Em quais modelos está presente?

Por ser uma tecnologia relativamente nova nos veículos brasileiros, você pode até achar que poucos carros usam-na e não é importante atualizar-se sobre tudo o que aparece. Embora seja verdade que o Controle Eletrônico de Estabilidade ainda não está presente em boa parte da frota, ele é encontrado até mesmo nos modelos de entrada, você sabia?

Algumas versões do Fiat Uno, por exemplo, já têm o dispositivo instalado. O modelo Drive 1.0 com o Kit Comfort Plus conta com os Controles Eletrônicos de Estabilidade e tração, além do assistente de partida em rampas, entre outros recursos.

Além do Uno, outros modelos compactos também saem de fábrica equipados com o sistema. Entre eles, podemos destacar:

  • Chery Tiggo 2 1.5;
  • Ford Ka Freestyle 1.5;
  • Honda Fit DX 1.5;
  • JAC T40 1.5;
  • Renault Sandero R.S. 2.0;
  • Toyota Etios 1.3;
  • Volkswagen Polo 1.0 TSI.

Embora o Controle Eletrônico de Estabilidade seja oferecido principalmente nas versões mais completas, a tecnologia está com data marcada para tornar-se obrigatória no Brasil. A partir de 2022, todos os automóveis novos deverão usar o equipamento. Para os projetos novos, a lei começará a valer a partir do próximo ano.

Por que um veículo precisa dessa tecnologia?

Agora que você conheceu alguns modelos que vêm equipados com o Controle Eletrônico de Estabilidade, deve estar pensando na utilidade dessa tecnologia e se realmente faz uma grande diferença, não é mesmo? Sim, é um sistema muito importante que pode salvar vidas, principalmente nas estradas!

Sua função é corrigir a trajetória do veículo, o que pode acontecer em várias situações. Com o equipamento instalado, o risco de perder o controle é bem menor. Uma série de sensores e atuadores assumem automaticamente itens como o acelerador e o freio para colocar o automóvel novamente no percurso correto.

Como saber se um carro tem o equipamento?

Uma das qualidades de um mecânico de confiança, como você sabe, é conhecer muito bem a frota nacional. Mas, como todos os dias surge algo novo, nem sempre é fácil acompanhar. Para saber se um veículo tem o controle de estabilidade, uma maneira bem simples é procurar no painel por uma tecla com o desenho de um carro como se estivesse derrapando.

Esse botão é responsável por desabilitar o equipamento e, caso esteja presente, significa que o automóvel está equipado com a tecnologia. Alguns modelos também contam com o sistema e, por questões de segurança, o motorista não pode desligá-lo. Se você ficar na dúvida, o melhor é consultar o manual do proprietário.

Do que é composto o sistema?

Agora que falamos bastante sobre o Controle Eletrônico de Estabilidade, é hora de apresentar seus componentes principais. Podemos dizer que ele é composto basicamente de duas partes: hardware e software. A primeira são os atuadores, sensores, unidade de controle e outros componentes.

Já o software é bem semelhante ao sistema operacional de um smartphone, só que com muito mais recursos. Ele monitora os sensores e, com base nas informações que recebe, envia comandos aos atuadores para corrigir a trajetória do carro. Dentre os principais componentes, podemos destacar:

  • modulador hidráulico: é instalado entre o cilindro mestre e os cilindros das rodas. Usa solenoides e outras peças para controlar a pressão hidráulica de forma independente;
  • sensor de velocidade da roda: mede a rotação de cada roda individualmente;
  • sensor do ângulo da direção: informa a posição do volante;
  • sensor yaw: monitora se o veículo está com alguma tendência a dar uma “guinada”, girando sobre o próprio eixo, quando está numa curva ou com excesso de potência;
  • atuadores: são responsáveis por ativar e desativar os sistemas de freio e aceleração;
  • unidade eletrônica de controle: é o “cérebro” do sistema, responsável por analisar as informações dos sensores e enviar os comandos aos atuadores.

Quais são os nomes dados pelas fábricas?

Nesse momento, pode ser que você tenha ficado um pouco confuso ao lembrar que viu essa tecnologia em alguns carros, mas sempre com nomes diferentes. É uma realidade. Conforme a montadora, país de origem ou fornecedor, o sistema usa uma determinada sigla.

Os nomes mais conhecidos do Controle Eletrônico de Estabilidade são:

  • ESP – Electronic Stability Program;
  • VDC – Vehicle Dynamic Control;
  • VSA – Vehicle Stability Assist;
  • VSC – Vehicle Stability Control;
  • VSE – Vehicle Stability Enhancement;
  • PSM – Porsche Stability Management.

Quando o controle entra em ação?

Como você viu, o sistema monitora uma série de sensores e, quando necessário, entra em ação, impedindo a perda de controle do veículo. Mas, afinal, em que situações o controle de estabilidade faz-se necessário? Basicamente, podemos dizer que isso acontece quando o motorista faz um movimento com o volante, mas o carro tende a tomar outra trajetória.

Isso pode acontecer em várias situações: ao fazer curvas muito fechadas, quando o carro muda de trajetória de uma forma repentina para desviar de algum obstáculo, se o piso está escorregadio, em momentos em que a potência do motor está muito elevada e entre outras condições parecidas.

Como funciona na prática?

Vamos dar um exemplo: o motorista está dirigindo tranquilo e, de repente, surge um obstáculo na pista. Ele precisa mudar de faixa rapidamente para não bater. Ao fazer isso, a traseira do veículo tende a derrapar, e essa manobra pode acabar num acidente. Além disso, se estiver perto demais, é possível que o carro não vire rápido o suficiente.

Nesse momento, o equipamento percebe o problema e assume o controle, freando algumas rodas separadamente e de forma controlada. Em alguns casos, chega a controlar até a aceleração. Ao final, o automóvel realiza a trajetória sem oferecer qualquer perigo.

Como você notou, o Controle Eletrônico de Estabilidade pode até parecer um pouco complicado, mas ele é muito importante para a segurança do trânsito e será obrigatório no futuro. Por isso, é fundamental estar preparado para atender cada vez mais veículos com esse sistema.

Gostou de ampliar seus conhecimentos sobre essa tecnologia? Então, leia o nosso texto com 7 dicas de atendimento ao cliente para mecânicos e se torne um profissional ainda melhor!

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