Dirigir na gravidez: cuidados para uma direção segura durante a gestação

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Com a correria do dia a dia, nem sempre é possível evitar dirigir na gravidez, não é mesmo? Embora seja comum, a prática requer alguns cuidados especiais para que a saúde da gestante e do bebê não sejam prejudicadas.

Vamos conhecer algumas dessas dicas e ver como é possível dirigir na gravidez sem problemas? Então, continue com a leitura deste post!

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Preste atenção quanto ao tempo de gestação

Embora não esteja prevista em lei nenhuma infração e nem mesmo uma recomendação por parte do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), podem existir riscos ao dirigir na gravidez, dependendo da situação.

A maioria dos especialistas concorda que deve-se evitar a direção após o 7º mês de gestação. Contudo, isso não é uma regra e depende muito das condições da condutora. O tamanho da barriga pode atrapalhar a condutora ou causar algum tipo de desconforto.

Além disso, uma freada e um possível impacto no volante podem prejudicar o bebê. Por essa razão, quando o ato de dirigir se tornar muito desconfortável, é recomendado que a atividade seja suspensa.

O cinto de segurança também pode ser um incômodo nos últimos meses de gestação e, por ser um item de segurança muito importante, seu uso é obrigatório. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o ideal é usar o cinto de três pontos, evitando que a faixa diagonal fique sobre o útero.

Outro ponto de atenção é após o nascimento do bebê. Para voltar a dirigir, o tempo varia entre 7 e 14 dias, dependendo do tipo de parto — normal ou cesária. Essa é uma decisão que deve ser tomada com cuidado e sempre seguindo a recomendação do médico.

Adeque os bancos do veículo

Ter uma boa postura é fundamental para evitar um cansaço excessivo, dores nas costas e até mesmo acidentes. Para as grávidas, não seria diferente.

Muitas delas costumam colocar uma almofada nas costas para melhorar o seu conforto. Porém, essa prática não é recomendada e pode ser bastante perigosa, uma vez que ela aproxima a barriga do volante — até mesmo uma leve freada pode causar um impacto preocupante.

Além disso, os efeitos na coluna em longo prazo podem ser prejudiciais. O correto é que o banco seja posicionado o máximo possível para trás, aumentando assim a distância entre o volante e a barriga. Além disso, essa posição precisa garantir que seus pés terão acesso à embreagem, ao acelerador e ao freio.

Evite percorrer longas distâncias

Você já passou horas dentro do carro durante uma viagem? Certamente percebeu como isso pode ser bem desconfortável, não é mesmo? Agora, imagine no caso de uma mulher grávida.

Evite ao máximo dirigir longas distâncias ou permanecer no carro por muito tempo. É verdade que os automóveis mais modernos trazem transmissões automáticas, direção elétrica e outros acessórios que diminuem o cansaço. Porém, ainda assim é uma realidade e pode causar acidentes e/ou riscos à saúde.

Se a viagem for extremamente necessária, é sempre bom fazer algumas pausas e pequenas caminhadas em intervalos mais curtos. Se o recomendado normalmente é uma parada a cada 3 horas, faça intervalos a cada 45 ou 60 minutos.

O fato de ficar muito tempo sentada pode prejudicar a circulação do sangue e aumentar de forma considerável o risco de trombose. Além disso, o estresse gerado também é nocivo, tanto para mãe quanto para o bebê.

Evite situações estressantes

Sabemos que o trânsito não é um ambiente normalmente calmo e relaxante. Isso pode levar a um aumento de pressão arterial e da frequência cardíaca, causar indisposições e até mesmo ocasionar acidentes por causa de distrações.

Ainda que dirigir na gravidez seja uma prática necessária em muitos casos, devem-se evitar ao máximo os horários de pico e regiões sujeitas a problemas — como trânsito lento, enchentes e assaltos. Nessas situações, é sempre recomendado ter mais de uma pessoa no veículo.

Uma música mais relaxante e o ar-condicionado em uma temperatura agradável podem ajudar bastante na tarefa de se abstrair do estresse, principalmente nos dias mais quentes e agitados. Planeje bem as rotas, saia com antecedência de casa e evite discussões no trânsito.

Tome cuidado com indisposições

Como sabemos, indisposições costumam ser responsáveis por alguns acidentes. Embora os veículos tenham evoluído bastante e tornado-se mais seguros, durante a gravidez é preciso ter um cuidado ainda maior.

Afinal, nesse caso, são pelo menos duas vidas preciosas em risco. Embora nem sempre a gestante sofra com mal-estares repentinos, eles podem acontecer e, como mencionamos acima, o estresse pode ser uma das causas.

Sempre que não estiver se sentindo muito bem enquanto estiver dirigindo, é preciso parar imediatamente e pedir auxílio médico. Dependendo da situação, uma tontura leve pode levar a um grave acidente e pôr não somente a sua vida em risco, mas também de outras pessoas.

Se o mal-estar acontecer antes de pegar no volante, não conduza o veículo sob nenhuma circunstância. Se precisar com urgência, peça para alguém dirigir em seu lugar — ou considere a opção de chamar um táxi ou motorista de aplicativo.

Siga as orientações do médico

Por último e, talvez, a dica mais importante: sempre que for necessário dirigir na gravidez, um médico deve ser consultado. Afinal, ele é o especialista capacitado para definir se a situação pode ou não trazer riscos para sua saúde e a do bebê.

É muito importante ouvir e seguir todas as recomendações, ainda que elas possam parecer exageradas — lembre-se de que esse profissional quer apenas o seu bem-estar e sabe o que está falando.

Também é uma boa ideia manter alguma atividade física para fortalecimento da musculatura, uma vez que a prática ajuda a evitar uma série de problemas, como dores nas costas. Os exercícios precisam ser monitorados por um especialista e, novamente, sempre com orientação médica.

Dirigir na gravidez é uma prática bastante comum nos dias atuais e, como você viu, não apresenta muitos problemas quando é feita com cuidado. Siga essas dicas e, acima de tudo, saiba respeitar seus próprios limites.

Gostou das informações ou já passou por alguma dessas situações? Deixe seu comentário e compartilhe as suas experiências com a gente!

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