Conheça os tipos de aditivos para radiador e como trocar o fluido

Tal como ocorre com os sistemas de injeção eletrônica, os tipos de aditivos para radiador evoluem...

Por Laryssa Biston, Publicado em 05 de agosto de 2022

Conheça os tipos de aditivos para radiador e como trocar o fluido
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Tal como ocorre com os sistemas de injeção eletrônica, os tipos de aditivos para radiador evoluem de acordo com as tecnologias adotadas pelos fabricantes. A cada ano surgem novas opções para atender às demandas dos consumidores. Para mapear os tipos de aditivos para radiador, os cuidados necessários na reposição e as diferenças entre aditivos e outros produtos, preparamos este post. Aqui, você também verá um passo a passo para realizar a troca do fluido. Boa leitura! OS 3 TIPOS DE ADITIVOS PARA RADIADOR E AS ESPECIFICIDADES DE CADA UM  O mercado de aditivos para radiadores tem três produtos principais. ORGÂNICO  Em primeiro lugar, podemos destacar a opção orgânica. Como o próprio nome indica, esse modelo é biodegradável e não oferece risco significativo de poluição ao meio ambiente. Além disso, esse aditivo conta com uma durabilidade maior que o aditivo inorgânico — que é facilmente encontrada no mercado. SINTÉTICO  Também conhecido como inorgânico, esse aditivo é produzido a partir de substâncias de matéria não orgânica e não biodegradáveis. Os aditivos sintéticos precisam ser descartados em locais apropriados, pois a composição deles conta com substâncias como fosfatos e silicatos, que se degradam ao longo do tempo e reduzem a eficácia e vida útil do produto. COMPOSTO POR ETILENOGLICOL  O terceiro tipo é o aditivo composto por etilenoglicol, um produto mais tóxico que as opções anteriores. Não se deve misturar os diferentes modelos, já que isso compromete negativamente o sistema do carro, influenciando diretamente na vida útil do motor e na própria eficiência do produto. Caso você tenha começado a usar um aditivo orgânico, por exemplo, busque realizar a troca pela mesma opção. Outra dica interessante é consultar o manual do proprietário para não errar na escolha, já que é possível encontrar veículos que sejam mais sensíveis à utilização desregrada de diferentes modelos. Também não é recomendado misturar aditivos que sejam de coloração diferente. Esses três aditivos que mencionamos podem apresentar diferenças em relação a propriedades como composição e durabilidade. No mercado, encontramos opções concentradas e itens prontos para uso. As opções concentradas contam com o aditivo, e somente ele, em sua forma bruta. Esse produto precisa ser diluído antes de ser colocado no radiador. A proporção da diluição varia entre marcas e veículos. Não deixe de solicitar o manual do veículo ao cliente, para seguir as recomendações expressas ali. Você também pode encontrar o aditivo pronto para uso, já vendido diluído — isto é, pode ser colocado diretamente no reservatório. OS RISCOS DE USAR ÁGUA FILTRADA NO RADIADOR  É importante notar que o mecânico deve checar a  água do Sistema de arrefecimento. Caso a agua esteja sem a presenca de aditivo ou com coloração enferrujada, é necessário limpar o radiador até que a agua que saia do Sistema esteja limpa. Além disso, não é nem um pouco recomendável colocar água da torneira (ainda que filtrada) no radiador. Só deve ser utilizada a água desmineralizada ou acrescida dos aditivos indicados. A opção desmineralizada pode ser encontrada até mesmo em postos de combustível, mas o mecânico deve desencorajar que o próprio motorista faça a reposição, a agua desmineralizada, tem concetração de PH neutro. É preciso respeitar uma proporção de 60% de água e 40% de aditivos. É importante notar que essa divisão só deve ser feita quando há a utilização de aditivo, e não de fluido (que dispensa essa mistura com água). Muitos proprietários de veículos colocam água da torneira no radiador, mas os mecânicos devem conscientizá-los sobre o comprometimento da vida útil do veículo. AS DIFERENÇAS ENTRE ADITIVOS E FLUIDOS  Os dois produtos têm o mesmo propósito: controlar a temperatura do motor e protegê-lo contra a ferrugem e a corrosão. A principal diferença é que o aditivo deve ser misturado à água, além de conter monoetilenoglicol (MEG) e inibidores de corrosão na composição. O aditivo também precisa atender a diversas exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O fluido de radiador, como mencionamos, não precisa ser misturado à água, uma vez que já é vendido pronto para uso. Esse produto também conta com especificações próprias em relação à ABNT. AS DICAS PARA TROCAR O FLUIDO DO RADIADOR  Em primeiro lugar, é preciso verificar se o radiador precisa apenas de um preenchimento do líquido que já está lá ou se é necessário fazer a substituição completa. O segundo caso é o mais recomendável, já que o fluido presente no radiador pode estar comprometido. Para trocar o fluido de maneira responsável e dinâmica, o mecânico pode seguir alguns passos:
  • desligue o carro e espere 10 minutos — período necessário para o esfriamento do motor;
  • abra o sistema de arrefecimento e escoa o líquido contido ali — esse processo pode ser feito manualmente ou com a ajuda de aparelhos próprios para isso;
  • em seguida, abra o respiro do sistema para não deixar que bolhas de ar se formem nas mangueiras e no próprio radiador;
  • coloque o novo fluido na proporção correta — caso você utilize o aditivo, respeite a proporção correta de água especificada no manual do proprietário;
  • verifique se o líquido está saindo pelo respiro — esse é um sinal de que não há bolhas de ar naquele sistema;
  • após a troca, cheque a pressurização do sistema e a estanqueidade (possíveis vazamentos).
Todo o processo de troca leva cerca de 15 minutos para ser realizado. Além disso, não deixe de verificar a condição geral das mangueiras, da válvula termostática e da ventoinha. OS PRINCIPAIS ERROS NA TROCA DE FLUIDO DO RADIADOR  Um erro comum, cometido por mecânicos desatentos, é seguir a intuição e ignorar as informações encontradas no manual do proprietário. Além disso, muitos carros exigem uma proporção diferente de água desmineralizada e aditivo — que pode ser 50/50, mas também 40/60. Como mencionamos anteriormente, nunca utilize água da torneira. Ela é mineralizada e contém outros materiais, como o cloro, que são letais para o motor e para as mangueiras do sistema Além disso, pesquise produtos "pré-diluídos", que dispensam a diluição do aditivo em água. Por fim, veículos elétricos demandam um controle rigoroso da temperatura, então, sempre tenha em mente a autonomia do carro elétrico. A IMPORTÂNCIA DE FORNECEDORES DE BOA QUALIDADE  Outro erro que sempre deve ser evitado é utilizar produtos que não tenham uma boa reputação no mercado. É possível encontrar diferentes colorações, assim como opções concentradas ou prontas para uso. Como ressaltamos aqui, eles são essenciais para controlar a temperatura do veículo e manter tudo funcionando bem. Gostou do post e quer continuar se informando sobre tudo o que envolve o mundo automotivo? Então, não deixe de conferir o nosso canal no Spotify, com podcasts, playlists e muito mais!

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