Estilo eletrizante marca o subcompacto Fiat 500e

O Fiat 500e é um desses carros de nicho que não tem como não gostar. Subcompacto, é fácil encontrar onde estacionar. Elétrico, roda até 260km com uma carga completa de bateria. Não polui nem emite gas...

Por Laryssa Biston, Atualizado em 07 de setembro de 2023

Estilo eletrizante marca o subcompacto Fiat 500e
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O Fiat 500e é um desses carros de nicho que não tem como não gostar. Subcompacto, é fácil encontrar onde estacionar. Elétrico, roda até 260km com uma carga completa de bateria. Não polui nem emite gases de efeito estufa, é silencioso e bem esperto no trânsito urbano. Roda bem na estrada também, apesar da limitação de velocidade máxima, a 150km/h.

Avaliamos o modelo que é comercializado em versão única, 500e Icon, que custa R$ 258.478. Uma pequena fortuna para um carro tão pequeno, mas esse é o preço da tecnologia e, além disso, do design.

O 500e é movido por um motor elétrico de 118cv de potência e 22,4kgfm de torque máximo. Pequeno e fraco, mas suficiente. É alimentado por um conjunto de baterias de 42kWh, com consumo declarado pela montadora de 14kWh a cada 100km. Acelera de 0 a 100km/h em apenas 9 segundos.

Existem, claro, opções mais ágeis e com melhor espaço interno, com preço similar. É o caso do Renault Zoe ou o Nissan Leaf, que custam R$ 240.489 e R$ 298.873, respectivamente, e contam com motores mais potentes: o Renault tem 135cv e o Nissan 149cv. Mas, nem por isso são melhores do que o Fiat.

A elegância do 500e é marcante, graças à tradição que o modelo carrega. Projetado por Dante Giacosa e lançado em 4 de julho de 1957, na Europa, o Fiat 500 era um carro leve, pequeno e barato, desenvolvido para atender necessidades de uma população que precisava de mobilidade a baixo custo.

O 500e é, portanto, um carro para quem quer se locomover de forma ambientalmente correta e, ao mesmo tempo, em grande estilo. E, claro, como um carro moderno, é equipado com diversas tecnologias que agregam valor e tornam a condução mais prazerosa.

Ao volante
Conduzir o 500e é muito mais fácil e de uma comodidade extrema. Só é preciso alguns poucos minutos para se acostumar com alguns itens que são bastante diferentes dos veículos convencionais, a combustão interna. A primeira é o modo de ‘engatar as marchas’. Por ser elétrico, só tem duas marchas: uma para frente outra para trás. Assim, o 500e não tem alavanca de câmbio, mas, sim, botões seletores no centro do painel, com as inscrições P,R,N e D (Park, Ré, Neutro e Drive). Outra é a forma de abrir internamente as portas. Ao invés das tradicionais maçanetas, o 500e tem botões. Basta apertar o botão e a porta abre (mas também tem maçanetas, escondidas na parte de baixo das portas).

Uma vez acionado o botão de partida do motor, basta apartar D para ir para frente ou R para ir para trás. O P é acionado automaticamente, sempre que se desliga o carro. O 500e tem três modos de condução: Normal, Range e Sherpa. O modo Normal é o que mais se assemelha à condução tradicional de um carro a combustão interna, onde ao desacelerar o carro deslancha sob efeito do freio motor.

No modo Range, que foi a condução mais utilizada no período de teste, pois permite dirigir utilizando apenas o pedal do acelerador, raras foram as vezes que foi preciso pisar no freio, pois o 500e faz amplo uso da frenagem regenerativa para melhorar a recuperação de energia; e o modo Sherpa, que limita o uso de diversos recursos como ar-condicionado e sistemas auxiliares de aquecimento, assim como a velocidade, em 80km/h, para maximizar o consumo.

Dirigir no modo Range pode parecer estranho no começo, mas basta dois ou três minutos para se acostumar com ele. Ao tirar o pé do acelerador, o 500e começa a frear intensamente, até parar completamente. O segredo está em saber controlar a velocidade pelo pedal do acelerador. É possível até descer uma estrada sinuosa, como uma serra, sem precisar pisar no freio, com a vantagem de ter mais autonomia ao final da descida.

Apenas em situações de manobras, como balizas ou entrar de ré na garagem, o modo Normal foi solicitado, pois apesar de tudo, andar de ré é mais fácil controlando a velocidade no pedal de freio.

O 500e é ainda um veículo semi-autônomo de nível 2. Isso significa que o carro oferece recursos de controle adaptativo de velocidade (acelera e freia sozinho, de acordo com a velocidade do carro adiante), e assistente de permanência em faixa, que literalmente ‘puxa’ o carro para o centro da faixa de rolagem.

Tanto na estrada quanto na cidade, esses recursos são bastante úteis e permitem maior segurança e conforto na condução do 500e. A única ressalva é que, sempre que o 500e para, só volta a andar ao acelerar. Não há uma opção de voltar ao movimento por botão, comum em outros veículos com controle adaptativo de velocidade. Outro detalhe é que sempre que o 500e para no trânsito, o brake hold é acionado automaticamente, sem a opção de desativar esse recurso.

O carregamento do 500e é feito pelo cabo que acompanha o veículo, que pode ser ligado em tomadas 110V ou 220V. O tempo para uma carga de 0 a 100% é de 28h em tomada 110V, e 14h no 220V. É possível ainda programar os horários de carregamento, para assim usar sempre a melhor tarifa energética. No entanto, com um carro elétrico, o comportamento do motorista deve ser o mesmo de um smartphone: chegou em casa, plugue o carro na tomada para dar carga, antes de dormir.

Se esquecer e precisar de energia durante o dia, o 500e pode ser recarregado em estações de 7,4kW e 22kW (corrente alternada ou contínua) ou 85kW (estação de carga ultra-rápida de corrente contínua). Nesta última, em 5 minutos de carga é o bastante para rodar até 50km na cidade e com 35 minutos se obtém 80% de carga.

Na semana de teste, carregamos o carro diariamente, com consumo de 42kWh em bandeira verde, um custo de aproximadamente R$ 30 reais. Nada mal.

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