Avaliação Toyota RAV4 Hybrid: Bonito, confortável e econômico

Um dos primeiros SUV híbridos do mercado brasileiro, o Toyota RAV4 Hybrid foi lançado em meados de 2019 e, apesar do elevado preço de aquisição (R$ 291.790, no Estado de São Paulo), é um grande sucesso de vendas.
Testamos por uma semana o modelo e, realmente, é um carro que vale a pena conhecer. O principal destaque é a tecnologia híbrida da Toyota, sem dúvidas. Porém, o RAV4 tem outras qualidades. Uma delas é o amplo espaço interno, muito confortável, com nível de acabamento premium, e design robusto.
Ao sentar no banco do motorista, a sensação é de aconchego. Revestidos em couro e material sintético, os bancos dianteiros contam com ventilação e, para o motorista, seis posições de regulagem elétrica (altura, distância e lombar), além de duas memórias de posição.
A visão do painel de instrumentos é tecnológica. Uma tela colorida de TFT 7 polegadas permite escolher entre mostradores analógicos ou digitais. O volante é revestido em couro e conta com comandos de áudio, telefone, alerta de mudança de faixa e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo.
No painel central estão o controle do ar-condicionado digital Dual Zone e o sistema multimídia com tela de LCD sensível ao toque de 7” com espelhamento Mirror Link, DVD Player, rádio AM/FM, Bluetooth e câmera de ré com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. Abaixo, no console central, um sistema de carregamento sem fio para smartphones.
O RAV4 possui ainda sistema de travamento e destravamento das portas e porta-malas por sensores de aproximação (Sistema Smart Entry) e sistema de acionamento e desligamento do motor por botão (Push Start Button).
Com capacidade para 580 litros, o porta-malas do RAV4 Hybrid é um dos maiores da categoria. Destaque para o sistema de abertura e fechamento elétrico da tampa do porta-malas com acionamento interno por chave ou por sensor de movimento (passando o pé embaixo do para-choque traseiro).
Robustez
A sensação de maior robustez é graças ao novo design do RAV4, que ficou 10 mm mais largo e 10 mm mais baixo, apesar de ter ganho 15 mm de altura em relação ao solo, e entreeixos aumentado em 30 mm. Com isso, as novas medidas são 4,6 m de comprimento, 1,85 m de largura (sem espelhos), 1,69 m de altura, 2.69 m de entreeixos, 180 mm de vão livre do solo e 55 litros no tanque de combustível.
Tecnologia híbrida
Mas vamos ao que realmente interessa. O que faz o RAV4 Hybrid andar é um conjunto de quatro motores: um a combustão interna (gasolina) acoplado a três elétricos. O primeiro é um 2.5L DOHC de 4 cilindros, com 16 válvulas de comando variável na admissão e escape, e dupla injeção (direta e indireta). Gera 178 cv de potência máxima a 5700 rpm, e 22,5 kgfm de torque máximo a 3600 rpm, com taxa de compressão de 14:1.
Dois dos três motores elétricos estão na parte dianteira do carro, junto ao motor à combustão interna. Cada um fornece 59,5 cv de potência e 10,3 kgfm de torque. O terceiro motor está no eixo traseiro, e conta com 54 cv de potência e 12,3 kgfm de torque. Como os quatro motores trabalham simultaneamente, o RAV4 é um 4×4 integral, sob demanda.
Por não ser plug-in, as baterias de níquel-hidreto metálico, com 1,6 kWh de capacidade são recarregadas pelo motor a combustão interna e nas desacelerações e frenagens do veículo. Importante destacar que se trata de um banco de baterias bem fracas. Para se ter ideia, o Volvo XC40 Plug-in Hybrid conta com baterias de 10,7 kWh, já um Nissan Leaf, 100% elétrico, tem baterias de 40 kWh.
A transmissão é feita com um conjunto de engrenagens planetárias, controlada eletronicamente, que simulam um CVT, porém sem correia nem polias. O efeito CVT ocorre de acordo com o movimento relativo entre o motor a combustão e os elétricos. Na RAV4, há ainda a simulação de 6 marchas, por meio de borboletas atrás do volante.
Como anda
Com quatro motores é de se esperar que a RAV4 Hybrid seja um foguete. Não é bem assim. Os quatro motores juntos geram uma potência combinada de 222 cv. Explico: apesar da soma da potência dos quatro motores ser 351 cv, no pico da potência do motor a combustão, a 5700 rpm, os motores elétricos já estão em curva descendente de potência. Algumas montadoras desenvolvem os híbridos para que os dois motores (elétrico e a combustão) cheguem à máxima potência simultaneamente e, nesses, casos, vale a soma.
Mas, mesmo com 222 cv de potência combinada o RAV4 Hybrid acelera bem. Ainda mais se for levada em conta que se trata de um SUV com 1730 kg. Os sistemas de auxílio à condução são bem-vindos, principalmente o ACC, controle de cruzeiro adaptativo. No entanto, na RAV4 avaliada, ele não para o veículo totalmente. Ao atingir 30 km/h, devolve o controle da condução ao motorista que precisa pisar no freio para parar totalmente o veículo.
A Toyota equipou o RAV4 Hybrid com quatro modos de condução (Normal, ECO, EV e Sport), destaque para o modo EV, que supostamente deveria fazer o carro rodar apenas com a força das baterias. No entanto, pela baixa capacidade de carga, as baterias não duram muito. E, dependendo da pressão no pedal do acelerador, o motor a combustão dá partida e atua.
Essa é a principal crítica a este modelo híbrido da Toyota. Por ser grande e pesado, merecia um banco de baterias mais potente, para que o motor a combustão não tivesse que atuar tanto para carregá-las. A Toyota informa que o RAV4 Hybrid faz 12,8 km/l na cidade. No entanto, não conseguimos chegar nem perto disso, tendo a melhor média sido abaixo dos 10 km/l. Já na estrada, conseguimos excelentes 20 km/l, ante os 14,3 km/l anunciados pela montadora.
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